País com presença
Actualização da Perspectiva de Segurança Alimentar

Processo de recuperação pós-cheias continua enquanto colheitas iniciam em partes do sul

Fevereiro 2015
2015-Q1-1-2-MZ-en

CIF 2.0 Fase de Insegurança Alimentar Aguda Baseado

1: Minima
2: Stress
3: Crise
4: Emergência
5: Fome
Poderia ser pior sem a assistência humanitária em vigor ou programad
A maneira de classificação que utiliza FEWS NET é compatível com a CIF. A análise compatível com a CIF segue os protocolos fundamentais da CIF mas não necessariamente reflete o consenso dos parceirosnacionais com respeito a segurança alimentar.

CIF 2.0 Fase de Insegurança Alimentar Aguda Baseado

1: Minima
2: Stress
3+: Crise ou pior
Poderia ser pior sem a assistência
humanitária em vigor ou programad
A maneira de classificação que utiliza FEWS NET é compatível com a CIF. A análise compatível com a CIF segue os protocolos fundamentais da CIF mas não necessariamente reflete o consenso dos parceirosnacionais com respeito a segurança alimentar.
Para os países de Monitoreo Remoto, FEWS NET utiliza um contorno de cor no mapa CIF para representar a classificação mais alta da CIF nas áreas de preocupação.

CIF 2.0 Fase de Insegurança Alimentar Aguda Baseado

Países com presença:
1: Minima
2: Stress
3: Crise
4: Emergência
5: Fome
Países sem presença:
1: Minima
2: Stress
3+: Crise ou pior
Poderia ser pior sem a assistência
humanitária em vigor ou programad
Para os países de Monitoreo Remoto, FEWS NET utiliza um contorno de cor no mapa CIF para representar a classificação mais alta da CIF nas áreas de preocupação.

As mensagens-chave

  • Bolsas de agregados familiares deslocadas devido às cheias próximo das bacias hidrográficas do centro e norte, incluindo as dos rios Licungo e Shire enfrentam uma situação de estresse de insegurança alimentar aguda (IPC Fase 2), que poderá durar até Junho. Estas famílias estão a receber assistência do governo e agências humanitárias, embora persistam necessidades alimentares e não alimentares, particularmente insumos agrícolas.

  • Noutras partes do país, as famílias pobres e muito pobres continuam a depender de um conjunto de estratégias típicas de formas de vida. Com disponibilidade cada vez crescente de culturas da época principal em Março e a consequente diminuição dos preços dos alimentos, o acesso aos alimentos para a maioria das famílias pobres vai melhorar significativamente. Espera-se uma situação de insegurança alimentar aguda mínima (IPC Fase 1) até Junho.

  • Os preços de alimentos básicos e o fluxo de comércio são típicos para esta altura do ano. De Dezembro a Janeiro, os preços permaneceram estáveis ou aumentaram de acordo com as tendências sazonais. As cheias nas regiões centro e norte do país têm estado a restringir a circulação de mercadorias em alguns mercados locais, mas os impactos são temporários e localizados.

Situacao actual

  • A segurança alimentar da maioria dos agregados familiares das zonas rurais fora das zonas afectadas pelas cheias em todo o país é relativamente favorável e espera-se uma situação de insegurança alimentar aguda Mínima (IPC Fase 1) até Junho.
  • Estima-se que 177.645 pessoas foram afectadas pelas fortes chuvas e inundações deste ano em todo o país. Nas zonas afectadas pelas cheias ao longo das bacias hidrográficas do centro e norte a assistência humanitária (nomeadamente a disponibilização dos alimentos, abrigo, água, saneamento serviços de saúde) está sendo levada a cabo pelo governo e parceiros. A fim de avaliar as necessidades a médio prazo das famílias que vivem nas zonas afectadas, uma rápida avaliação conjunta de emergência pelo Grupo de Análise da Vulnerabilidade (GAV) do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), encontra-se em curso e deverá informar os próximos passos para a tomada de acções humanitárias e de recuperação.
  • Enquanto se espera pelo relatório desta avaliação, recomenda-se uma distribuição adequada e pontual de sementes para permitir que as famílias que perderam as suas culturas possam replantar após a recessão das águas das cheias, e aproveitar as águas residuais assim como chuvas adicionais. As resementeiras poderão proporcionar colheitas fora da época em Julho isentando assim, as famílias afectadas de receber ajuda alimentar gratuita depois de Junho.
  • De acordo com o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), devido às fortes chuvas e inundações que vêm ocorrendo no país desde o início do ano, um total de 110.602 hectares de terras cultivadas foram afectadas pelas enchentes, o que representa 1,6 por cento do total da área plantada no país. De acordo com o MASA, Zambézia foi a província mais afectada, com quase 5,4 por cento da área plantada perdida.
  • Devido às chuvas irregulares e excessivas, em algumas das zonas afectadas os agricultores tiveram de replantar várias vezes ao longo de todo o país. As culturas encontram-se no geral em boas condições e em vários estágios de crescimento. No sul, alimentos verdes estão gradualmente a tornar-se disponíveis. O amendoim e milho encontram-se em fases de maturação e colheita, enquanto o arroz encontra-se na fase do amadurecimento. Na zona centro, o milho encontra-se na fase de floração e formação de grão com algumas culturas na fase vegetativa. O Feijão nhemba, milho e amendoim encontram-se na fase de emergência a vegetativa. O arroz está a ser transplantado e em fase vegetativa. No norte, as culturas encontram-se no geral na fase vegetativa.
  • Apesar de ser mal distribuída, a precipitação, até agora, tem permitido o renascimento do pasto e reabasteceu algumas das fontes de água para consumo animal.
  • A análise dos mercados monitorados mostra que os preços de milho encontram-se no geral em níveis próximos da média e de acordo com a tendência sazonal, excepto em Maxixe e Chókwe onde os preços estão a aumentar a um ritmo acima da média colocando-os acima dos níveis do ano passado na ordem de 32 e 41 por cento respectivamente. Em ambos os mercados, os preços actuais também são superiores a média de cinco anos. A maior demanda de milho de Chókwe pelos mercados no sul, particularmente da província de Maputo, e o aumento da demanda de milho de Maxixe pelos mercados deficitários em partes da província de Inhambane tem estado a contribuir para redução acelerada da oferta de milho em ambos os mercados. No entanto, os substitutos imediatos de milho, nomeadamente o arroz, farinha de milho e mandioca são actualmente disponíveis a preços acessíveis, o que permitirá o acesso das famílias pobres aos alimentos nos mercados locais.

Actualização dos pressupostos

Os pressupostos utilizados para desenvolver o cenário mais provável para o período da Perspectiva de Janeiro a Junho continuam válidos. A situação actual não afectou os pressupostos utilizados para desenvolver o cenário mais provável da FEWS NET. Para uma discussão completa do cenário por favor visite: Perspectiva de Segurança Alimentar para Janeiro a Junho de 2015.

Previsão projectada até junho de 2015

Apesar das condições agroclimatéricas adversas em zonas localizadas, as perspectivas de produção nacional agrícola desta época são consideradas boas. No entanto, o início tardio das chuvas em grande parte do país, em particular nas zonas centro e norte do país, poderão retardar a disponibilidade das colheitas deste ano por aproximadamente um mês. Enquanto a época de escassez vai prosseguindo (até Março), as famílias conseguem ter acesso aos alimentos da sua própria produção ou através de compras nos mercados locais, e também conseguem cobrir algumas das suas despesas não alimentares. O rendimento é geralmente gerado através de estratégias de formas de vida típicas, incluindo a pesca, venda de coco, caju, animais e vendas de animais de pequeno porte, e uma variedade de actividades de auto-emprego. A diminuição sazonal dos preços dos alimentos básicos vai continuar até Junho e isso vai melhorar o acesso aos alimentos através dos mercados pelas famílias pobres. Espera-se que as condições de segurança alimentar para a maioria das famílias permaneçam favoráveis até Junho pelo que se espera a prevalência de condições de insegurança alimentar aguda Mínima (IPC Fase 1).

Embora a população afectada pelas cheias seja inferior a 20 por cento da população total em cada distrito, existem bolsas de estresse de insegurança alimentar aguda (IPC Fase 2) nessas zonas podendo continuar até Junho. O governo e os parceiros continuarão a prestar assistência humanitária até Junho. Nessas zonas, é altamente recomendada a distribuição de sementes de emergência para a sementeira pós-cheias e da segunda época. No entanto, se não for prestada uma assistência adequada, os esforços de recuperação poderão ser afectados e os agregados familiares afectados poderão recorrer a estratégias de sobrevivência atípicas, incluindo a venda dos seus meios de produção.

Acerca Deste Relatorio

Este relatório mensal cobre condições actuais assim como mudanças na perspectiva projectada sobre insegurança alimentar neste país. Actualiza a Perspectiva de Segurança Alimentar trimensal da FEWS NET. Mais informações sobre o nosso trabalho aqui.

About FEWS NET

A Rede de Sistemas de AlertaPrecoce de Fome é líder na provisão de alertas precoces e análises relativas à insegurança alimentar. Estabelecida em 1985 com o fim de auxiliar os responsáveis pela tomada de decisões a elaborar planos para crises humanitárias, a FEWS NET provê análises baseadas em evidências em cerca de 35 países. Entre os membros implementadores refere-se a NASA , NOAA, USDA e o USGS, assim como a Chemonics International Inc. e a Kimetrica. Leia mais sobre o nosso trabalho.

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